Poupar para o amanhã

Estaremos em tempos de poupança? Sim, apesar dos juros se encontrarem a render pouco, é de fundamental importância poupar, para ter uma segurança para o dia de amanhã.

Permitam-me que recorde o seguinte relato bíblico «… o sonho que o faraó teve foi só um: Deus anunciou ao Faraó o que vai fazer: As sete vacas gordas são sete anos, as sete vacas magras são sete anos, é um mesmo sonho. Vão chegar sete anos de grande abundância a todo o território do Egipto, mas sete anos de fome surgiram a seguir, de modo que toda a abundância desaparecerá do Egipto e, a fome chegará ao país. Génesis, 41, 29-36».

Como poupar?

E a pergunta é: como vamos poupar? Pois, bem! A estratégia que eu utilizo é guardar 10% de todos os meus rendimentos e com essa poupança invisto em vários produtos de poupança, como sejam: Depósitos à Ordem, Planos Poupança Reforma, Seguros de Capitalização, Certificados de Aforro e Investimentos em Ações.

Opções de poupança:

Para aqueles que estão menos familiarizados com estes tipos de poupança, desenvolverei de seguida cada um deles, para que o leitor posso por si fazer as suas opções:

  1. O Depósito à Ordem é o mais conhecido e trata-se de um produto bancário que pressupõe a entrega de determinado montante a um banco, que ficará obrigado a devolver o capital e juros no final de um determinado período. Normalmente seis meses a um ano, conforme o que ficar estipulado no momento do depósito. Realço que os depósitos a prazo, normalmente, têm baixo juro e baixo risco.
  2. O Plano Poupança Reforma é conhecido por PPR e trata-se de um investimento feito junto de uma seguradora. Este produto normalmente tem o capital e juros garantidos, sendo que no mercado já se encontram PPR’s com risco, por isso sugiro que se aconselhe bem junto de mediadores credenciados. Realço que o PPR tem como objetivo o complemento de reforma, sendo que é obrigatório a permanência de no mínimo cinco anos e apenas pode ser resgatado a partir dos 60 anos.
  3. O Seguro de Capitalização carateriza-se por ser uma solução na qual as seguradoras garantem o capital e os juros são anunciados anualmente. Realço que os seguros de Capitalização, normalmente, têm grande rentabilidade e geralmente não têm risco.
  4. O Certificado de Aforro é um título de dívida pública emitido pelo Estado Português, unicamente para pessoas singulares, sendo que o valor nominal de cada certificado de aforro é de 1 euro e o limite mínimo de subscrição é de 100 unidades. Realço que cada pessoa só pode deter 250.000 unidades, no máximo e só podem ser subscritos no IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público) e nos CTT.
  5. O Investimento em Ações caracteriza-se por ser um produto que pode proporcionar grandes ganhos ou eventualmente perdas, porque as ações são partes de capital de empresas, sociedades anónimas, que são negociadas em bolsa e como a negociação é feita diariamente o preço das ações varia. Ora, se há muitos compradores, o preço tende a subir; se pelo contrário, há poucos investidores a negociar as ações, o preço baixa – é a lei da oferta e da procura. Realço que os investimentos em ações devem ser contratados junto de entidades que estejam credenciadas para fazer essa negociação.
Vantagens:

E agora, é só escolher a solução que mais o apraz. Espero, sinceramente, que o leitor poupe mais em 2020 e assim garanta o seu pé-de-meia, de uma forma mais robusta e preparada para futuro financeiro mais tranquilo. Lembre-se, após 7 anos de abundância, pode seguir-se 7 anos de escassez, por isso a poupança é uma solução de prevenção.

Seja feliz! Faça alguém feliz, e já agora poupe mais, gaste menos!